Eu venho buscando uma resposta para isto nos últimos dias, mas não encontro. Não é a mágoa da decepção de uma briga definitiva com alguém que eu tanto apreciava a companhia, nem por ter sido expulso de um grupo de amigos recentemente, nem por estar pagando mil reais da dívida de outra pessoa. Não é a mudança de ares pela mudança de apartamento. Não é problemas de família, tudo está igual.
Simplesmente não sei o que me deixou assim.
Já no começo do mês de Julho, as coisas iam mal. Eu estava incomodado, estressado, queria ficar sozinho e não conseguia. Sentia que precisava de uma mudança, na vida, e uma mudança interna com isso viria. Levei ao pé da letra, mudei de apartamento. Com isso, a mudança de ares veio junto. Aqueles que antes eram amigos e estavam presentes regularmente não mais me procuram e nem me deixam procurá-los. Minha responsabilidade financeira melhorou e com isso comecei a controlar mais apropriadamente meus gastos. Não me deixo mais estar sem grana. No trabalho, minha carga de trabalho foi multiplicada, porém o pagamento também melhorou. Com a família vai tudo bem, obrigado. Resumindo, tudo está indo consideravelmente bem, tirando um probleminha aqui e outro ali, que todo mundo tem.
Porém, algo começou a incomodar. Comecei a perder horas de sono, pensando em coisas da vida, presente, passado e futuro. Somado a insônia pode se imaginar o resultado. Noites mal dormidas e com isso dias sonolentos. Passo o tempo todo com ansiedade, sentido que algo está para vir. Não sei o que é e esse mistério me tortura. Certas coisas não estão me empolgando como antes. Não me interessa mais ir ao barzinho com os amigos, nem ir ao cinema sozinho nas quartas, como antes. Nem conversar no telefone, nem assistir o jornal na TV, nem comprar uma comida mais caprichada pro Domingo. Conversando mais superficialmente com os mais chegados a respeito disso, me foi indicado florais para relaxar e até chá pra me arrancar no corpo. Isso seria interessante, principalmente se eu voltar trazendo comigo nova bagagem.

Voltam à tona palavras, que refletem ao vidro como o sol. Palavras da Fernanda, palavras do meu pai, do meu passado impresso como carimbo na alma. As palavras que celebram como uma certidão o resgate em definir-me, engolindo seco algumas palavras amargas. As palavras boas nós geralmente não guardamos um lugar tão amplo no coração como fazemos com esses anúncios negativos.
Essas palavras se confundem ao futuro próximo, as possibilidades que virão. Remetem à idéia que tudo é predestinado, futuro não é opcional. Destino é uma palavra que incomoda, mas já me está mais do que provado a veracidade.
Enquanto isso vou aqui levando esses dias com essa tortura sentimental, psicológica e mental. Não vejo um cessar-fogo próximo quanto a isso. Sinto uma mudança maior se aproximando a mim e é nessas horas que busco a quem mais me agrada. E é exatamente nessas horas que não consigo as ter por perto. Talvez eu ainda teria a Suki como uma boa amiga se não tivesse cometido erros, ou poderia do mesmo modo ainda ter até certos familiares mais por perto. De resto, o destino se encarregou. Eu hoje me vejo longe de uma irmãzinha de alma porque provavelmente falaria algo pra ela que poderia não agrada-la, se a tivesse por perto. E por assim vai. Tem gente que acha legal eu fugir das pessoas, outras me criticam por isso. Mas apenas eu entendo os motivos de ser assim, e tenho meus motivos, poderia até listá-los aqui. Mas não vem ao caso, com isso insisto nas possibilidades de pessoas especiais ao meu redor.
Essas palavras se confundem ao futuro próximo, as possibilidades que virão. Remetem à idéia que tudo é predestinado, futuro não é opcional. Destino é uma palavra que incomoda, mas já me está mais do que provado a veracidade.
Enquanto isso vou aqui levando esses dias com essa tortura sentimental, psicológica e mental. Não vejo um cessar-fogo próximo quanto a isso. Sinto uma mudança maior se aproximando a mim e é nessas horas que busco a quem mais me agrada. E é exatamente nessas horas que não consigo as ter por perto. Talvez eu ainda teria a Suki como uma boa amiga se não tivesse cometido erros, ou poderia do mesmo modo ainda ter até certos familiares mais por perto. De resto, o destino se encarregou. Eu hoje me vejo longe de uma irmãzinha de alma porque provavelmente falaria algo pra ela que poderia não agrada-la, se a tivesse por perto. E por assim vai. Tem gente que acha legal eu fugir das pessoas, outras me criticam por isso. Mas apenas eu entendo os motivos de ser assim, e tenho meus motivos, poderia até listá-los aqui. Mas não vem ao caso, com isso insisto nas possibilidades de pessoas especiais ao meu redor.
PS> Marie Forrel vai me ligar semana que vem para uma entrevista, outro motivo de ansiedade. Futuramente explicarei melhor esta história.
Na mesma época que achei a Camila no Orkut, também achei uma antiga colega de escola da infância. Mas infância mesmo, tipo desde os 5 anos até os 9. Ela se chamava Fernanda, inclusive já foi mencionada nesse blog. Era uma menina tímida, quieta, mas que qualquer um acharia uma graça. Em todos os anos, desde que a vi pela ultima vez em 1993, lembrava dela acima de todos que conheci em Agudos, não sei exatamente por que. Sempre que visitava a cidade pensava em passar na casa dela, imaginando se ainda morava no mesmo lugar e apenas no meio do ano passado tomei esta iniciativa. De inicio já percebi que a Fernanda era uma pessoa diferente agora, também de personalidade forte, mas muito mais sociável do que eu. Gostei de revê-la, mas por algum motivo eu insistia em resgatar o passado na minha cabeça e com isso via as coisas de um modo diferente dela. Pra ela, era como se tivesse acabado de me conhecer e para mim é como se eu a conhecesse a vida toda, tendo viajado apenas por alguns dias. Foi um erro meu, sempre soube, pois ao pensar assim a coloquei num lugar na minha alma que estava vago, reservado a ela, quando na verdade deveria ter estabelecido um grau de proximidade fixo, se é que me entendem. Ela manteve uma certa distancia, totalmente normal, mas para mim o filme estava diferente da sinopse. Eu criei um filme minha vida toda e ele agora estava em outra versão. E por esta minha falta de freio no coração incondicional me afastei dessa amiga que tanto valor tem na minha memória e no que representa o resto da minha vida, desde seu inicio. Me afastei por razões compreendidas apenas por mim, ninguem mais. As coisas que ela me dizia ao meu respeito eram quase sempre verdades mas infelizmente sou de peixes, e sou eu, e com isso levo comigo o que me dizem dentro da alma, e ela dissolve essas palavras como uma sopa fico mexendo essa sopa por muito tempo. Penso muito no que me dizem, principalmente a meu respeito, portanto palavras negativas me chateiam profundamente. Eu sei, exageros, mas foram causados por fatos da minha infância e jamais muda. Se me disse que sou uma péssima pessoa, provavelmente acreditarei e com isso dias cinzas virão a mim por certo período de tempo.