23/07/2007

Sobrevivendo


Sim, sim.. eu sei... o blog anda meio fútil e vazio ultimamente. Mas é só uma coisa momentânea, eu ando meio sem criatividade pra escrever. Devo acusar: é o trabalho. Eu gosto do meu trabalho, mas é rotineiro a ponto de querer viajar pro Iraque.
E aqui estou eu lidando com coisas que não existem no mundo real. Apenas um amigo imaginário do irmão do amigo do cara que desenha camisas dos Beatles que é vizinho da prima de um cara que trabalhou comigo na Claro. Mas enquanto a procura pelo meu apê não começa, aqui estou a habitar nos momentos de desdobramento consciente. E o melhor de tudo: não preciso pagar aluguel!

Fulano: Como foi o fim-de-semana, Julian?
Julian:
Ah, bom você ter perguntado. Eu diria que foi interessante, tive a chance de enfrentar cara a cara alguns velhos medos. Medos das mais variadas coisas numa só ocasião: insetos, floresta à noite, extraterrestres e armas. Posso até arriscar dizer que alguns destes medos foram superados. O que implicou neste enfrentamento foi uma idéia antiga e arriscada. Eu e um amigo tivemos a brilhante idéia de acampar noite adentro na Serra de Agudos, pleno inverno impetuoso e ameaçador. Chamamos mais um amigo, um dálmata hiper-ativo e meu irmão e partimos no sábado em direção a tão temida mata, carregando mochilas supridas de enlatados de feijoada e strogonoff, lanternas, miojos e coragem.
O primeiro erro não demorou a surgir: tivemos que fazer um caminho totalmente fora da rota que eu tinha traçado na minha cabeça. Isso resultou numa travessa tortuosa e íngreme serra adentro. Chegamos no topo lá pelas 18 da tarde, enquanto os outros foram buscar lenha, eu cocei a cabeça e comecei a montar a barraca, do qual se mostrou complicada pois sobraram varias peças que não descobri para que servem. Um dos primeiros aprendizados naquele dia foi sobre fogo. Eu realmente não sabia que era tão difícil fazer uma fogueira, mesmo munido de isqueiros. Na verdade temos uma boa desculpa, estava muito frio e o sereno atrapalhava a propagação do calor. De fato foi algo que levou mais templo do que o planejado, pouco mais de uma hora e uma das cenas que merecem destaque é do colega assoprando tanto na mini-fogueira que quando levantou seu cérebro entrou em Stand-by e o cidadão cai como um morto no chão. O mais desagradável não foi o sujeito ter caído bem em cima da fogueira, foi ele ter caído sob mim trazendo além da lenha quase acesa, todo seu peso. Isso resultou em mim uma dor constante no braço esquerdo que se prolongaria pelos próximos dias.
Mais tarde, já com a fogueira acesa, tivemos a chance de cozinhar pratos tipicamente atípicos, como strogonoff, numa panela improvisada sob a fogueira. O resto da noite se resumiu em ir buscar mais lenha a toda hora, perder um dos colegas inexplicavelmente e ser atacado pelo dálmata a todo momento, temendo pela minha própria vida. Eu confesso, sou um cara bem cagão, tenho medo de floresta a noite e garanto que muita gente também tem. Mas naquela noite tive até a (falta de) lucidez de ir dar uma volta de vez em quando só pra sentir como é andar no meio do nada tendo nada além das estrelas por cima e a lanterna na mão. Aliás, agradeço a lanterna por não ter pifado em nenhum momento, ou aí sim eu iria ficar paralisado de medo no escuro no meio do mato. Seria bem desagradável.
Apesar de ainda não me declarar Amigo dos Extraterrestres fiquei imaginando que seria interessante se recebêssemos esta visita inesperada do céu. Sinceramente não sei qual seria a reação dos meus amigos, mas a minha seria provavelmente tentar fazer amizade com os seres e pedir que me tirassem desse planeta esquisito. Fiquei bons momentos olhando pra cima esperando alguma atividade incomum no céu, mas não via nada além de estrelas.
Uma pena.
Dormir era um luxo numa situação como aquela. Os momentos que entrei na barraca pra tentar cochilar ou o dálmata vinha lamber minha cara ou os colegas invadiam, fugindo da chuva.
Na manhã seguinte tirei algumas fotos, juntamos as tralhas e começamos o caminho da decida, de volta a cidade. Este caminho fizemos pelo mesmo modo errado da vinda.
E a merda de fazer um caminho errado são as coisas inesperadas. E milhões destas coisas invadiram meu corpo e deixaram estas marquinhas que me fazem coçar como um cão vira-latas. Foram carrapatos, milhões deles dos quais levei o resto do meu produtivo dia em casa pra tirar. E me deram uma tremenda reação alérgica que fez aparecer bolinhas por todo o corpo. Quem olha pra mim hoje pensa que estou com catapora. Minha roupa ainda está submersa lá na área de serviço, esperando que eu decida se vou tentar lavar e eliminar os desagradáveis carrapatos ou incinerar e jogar no lixo.
A segunda opção é a mais provável.
Bom, sei que estes bichos carregam inúmeras doenças mortais aos seres humanos, então fica aqui meu registro de rejeição ao próximo convite de ir pro mato.

02/07/2007

O Que é Marketing

As pessoas sempre pedem uma explicação sobre o que é, exatamente, Marketing! Pois aí vai uma das melhores explicações.
Na prática é isso aí:

1. Você vê uma mulher numa festa. Você vai até ela e diz: "Eu sou Foda!" Isto é Marketing Direto.

2. Você está numa festa com um grupo de amigos e vê uma mulher. Um de seus amigos vai até ela e, apontando para você, ele diz: "Ele é Foda!" Isto é Publicidade.

3. Você vê uma mulher numa festa. Você vai até ela e consegue o seu telefone. Você liga no dia seguinte e diz: "Oi! Eu sou Foda!" Isto é Telemarketing.

4. Você vê uma mulher numa festa. Você se levanta, ajeita o cabelo, vai até ela e diz: "Com licença." E ajeita a alcinha do vestido dela, roçando de leve no seu braço e conclui: "A propósito, eu sou Foda." Isto é Relações Públicas.

5. Você está numa festa. Uma mulher se aproxima de você e diz; "Me disseram que você é Foda." Isto é Reconhecimento de Marca.

6. Você está numa festa e vê uma mulher. Você a convence a ir para casa com seu melhor amigo. Isto é Representação de Vendas.

7. Seu amigo não a satisfaz e ela liga para você. Isto é Suporte Técnico.8

. Você está indo a uma festa quando você se dá conta que poderia haver um monte de mulheres em cada uma das casas pelas quais você está passando. Você sai do carro e do meio da rua grita bem alto: "EU SOU FODA!" Isto é Spam...

27/06/2007

Eu sou idiota!

Hoje reparei um pouco mais na pessoa refletida no espelho. Fiz uma séria constatação. EU SOU IDIOTA! Isso mesmo, idiota. Mas não pense que tenho vergonha disso.
Nos dias de hoje, ser idiota é privilégio. Os idiotas de hoje são aqueles que conseguem sorrir mesmo quando a dor aperta. São aqueles que ainda dizem Eu te Amo olhando nos olhos, que valorizam abraços e gostam de andar de mãos dadas. Idiotas são aqueles que crêem num sentimento sincero, que ainda acreditam no amor, que escrevem coisas vindas da alma e que mandam flores.
Idiotas são sentimentais. Se magoam com a menor das brigas e lutam pela reconciliação. São aqueles que não ligam para o que os outros dizem, eles se dão por completo.
Idiota é aquele que pede desculpa mesmo sem ter errado, que pede licença, que dá bom dia, boa tarde, boa noite. Que pergunta “como vai?”, “precisa de alguma coisa?”, “ta tudo bem?’. É aquele que não esquece nem do amigo que não dá mais notícias, aquele que lembra da infância e comemora o quanto foi bom.
Idiota é aquele que ri de si próprio, que brinca de descobrir desenho em nuvem, que anda descalço e toma banho de chuva. Idiota é aquele que, mesmo nesse mundo corrompido, insiste em ser sincero. Que estende a mão pra ajudar quem for, que faz o bem sem olhar a quem.
Idiotas se preocupam, se arrumam e se enfeitam para ver a pessoa amada. Querem estar sempre belos, nem que seja só pra se olhar no espelho.
Idiotas se divertem.
Idiotas tem amigos.
Idiotas amam.
Idiotas são felizes...
Depois disso tudo, eu te pergunto:
Vale ou não a pena ser idiota?
Garanto que vale!!!

30/05/2007

E Quem Disse???

Wow, e de repente eu estava lá, em frente ao McDonald’s pronto para entrar novamente depois de 4 anos. Desde que trabalhei lá, em 2003, jurei que não daria mais um centavo aquela organização comestível detestável. Mas naquele momento de uma tarde de Maio de 2007 eu já não tinha escolha.
Naquela tarde eu senti coisas estranhas, novas. Saí do trabalho às 15 horas e fui de encontro a uma amiga de 23 anos e seu filho de 4 anos, no calçadão da cidade. Posso dizer, cavando minha própria sinceridade, que venho me sentindo mais atraído a ela desde que ela terminou com o namorado, de forma trágica e traumatizante, há algumas semanas. Acompanhei-a e o filho pelo resto da tarde e mais tarde fomos ao Mc para agradar ao garoto. No momento em que eu pegava uma bandeja de Mc Lanche Feliz com um Batman dentro da caixinha para o garoto, me deu um arrepio momentâneo. Senti-me como um amigo meu, que tem 33, é casado e tem três filhos, lembrei quando ele me conta de quando leva os filhos ao McDonald’s.
Engraçado que não me veio aquele sentimento que sou novo demais para esse tipo de situação. Afinal essa amiga tem apenas um ano a mais que eu e já vivencia isso constantemente. O sentimento que me veio foi que eu devia me preparar com aquilo, pois talvez não venha a demorar a concretização disto.
Caramba, e meus planos de vida???

25/05/2007

Vagalume


Engraçado... quando eu era pequeno caçava vaga-lumes no quintal de casa pra colocar no quarto a noite, só para ficar observando-o voar pelo quarto piscando aquela luz amarela.

Hoje, anos depois, a situação se reverte. Como ontem a noite, eu tentando desesperadamente capturar o vaga-lume que entrou no meu quarto pela janela, me impendindo de dormir . Como é dificil expulsar um inseto deste. Se você acende a luz fica dificil encontra-lo, então seguindo-o no escuro pode ser guiado por sua luz, mas quando ele apaga e se enfia dentro da TV ou na orelha do gato a coisa complica.

Bom, mesmo tendo envolvimento com um certo livro a respeito de vaga-lumes há alguns anos, isto não minimizou meu desejo de colocar um para fora de casa. E isto ocorre por dois motivos, por ser um inseto e por piscar uma luzinha chata perto de você enquanto tenta dormir após um dia exaustivo de trabalho.

E faz-se a luz.

09/05/2007

Canoa Furada!


Sou sincero, não sei nadar. Nem sei ao menos boiar. Isso já trouxe conseqüências bem ruins, a meu ver. Significa que quase me afoguei diversas vezes. E não é por falta de vontade que nunca aprendia nadar, já tentei muitas e muitas vezes aprender e muitas pessoas tentaram me ensinar. Quando eu tinha mais ou menos oito anos de idade meus pais me colocaram numa escola de natação com o objetivo de me submeter ao primeiro de vários estágios para eu aprender a sobreviver sozinho (do quais foram necessários dez anos depois). Foi uma grande frustração a ambos, pois eu nunca consegui aprender, não largava a boinha de colocar no braço por nada. Se não fosse constrangedor eu as usaria até hoje. Naquela mesma época, eu costumava assistir filmes de piratas com meu avô durante as tardes. Eu adorava aquilo, devia ser emocionante ser um navegador sujo e alcoólatra que brigava em bares e era chamado de verme em público. Mas o prazer maior seria navegar, com aquele sentimento de liberdade a bordo. Era isso que eu queria, ingenuamente, ser. Imaginava que se não conseguisse atingir meu megalomaníaco objetivo de vida, que era ser John Lennon, então eu teria um barco e não faria outra coisa na vida a não ser navegar.
O tempo passa e você percebe que não é tão fácil alcançar estes planos insanos de infância, então acabei trabalhando para operadoras de celular. Que maravilha. Mas é estranho como às vezes, quando estou enrolando na minha mesa fingindo que estou trabalhando, me pego admirando o horizonte e sentindo o vento numa praia apenas esperando embarcar. Então sou interrompido por alguém querendo comprar recarga para um celular velho. Eu não sei o que me atrai tanto a isso, talvez seja o puro sentimento de liberdade, algo que eu tanto prezo nesta vida e sei que é uma das coisas que mais nos é ausente. Eu acredito que se fosse fácil irmos de um país a outro neste mundo, seríamos pessoas imensamente mais felizes. Talvez eu tenha um problema com essa coisa de ficar muito tempo no mesmo lugar, pra mim fazer isso é o mesmo que estar preso. Estando um ano nesta cidade eu já estava ficando maluco pra ir para outra. Se não pudesse sair pelo mundo afora navegando, queria subir numa moto e sair rodando América acima. E a parte irônica disto é que eu não sou muito adepto a motos, acredito que numa única queda você pode ganhar uma passagem de ida pro andar de cima. E também sei que se cair no mar é um abraço, pois sei nadar tão bem quanto um tijolo.
Mas seja navegando num barco, pilotando uma moto ou voando num OVNI, acredito que todos deviam buscar dentro de si o rumo á liberdade. Não se acomode com sua vida, não aceite o suficiente. Não existe “o suficiente”, isso é o mesmo que “o limite” e para o coração humano não existe limite.
Cá abaixo, uma música que me faz lembrar um pouco desta liberdade que se remete em desejo.

“Feche a porta, o sol vai se por.
Acenda o fogo, não deixe o frio entrar.
Vou tentar navegar pra longe do resto da minha vida.
.
Encontrarei um barco pra tomar conta
Cheio de esperança pelo passo que darei.
Vou tentar navegar pra longe do resto da minha vida.
.
Passei muito tempo ouvindo o capitão do mar,
Gritando ordens a tripulação; Ninguém escutava além de mim.
.
Navegando, sem um nó amarrado.
Levantando a vela, vento forte vem chegando.
Vou tentar navegar pra longe do resto da minha vida.
.
Feche a porta, o sol vai se por.
Acenda o fogo, não deixe o frio entrar.
Vou tentar navegar pra longe do resto da minha vida
Vou tentar navegar pra longe do resto da minha vida.”

07/05/2007

Dez Real

De onde venho às pessoas eram presentes diretamente na vida umas das outras. Era, no passado, uma cidade onde praticamente todos se conheciam e com isso vêm aquele desagradável sentimento de falta de individualismo, aquele necessário na nossa vida. Mas não permaneci lá tempo suficiente para me tornar assim, nos anos decorrentes vivi em uma cidade bem maior. Nessa época que você ainda está definindo sua personalidade, você pega traços da sociedade em que vive para formar seus próprios valores. Digamos que eu fiz o possível para tornar meus valores únicos, e não para ser diferente, mas por saber dosar os caminhos incorretos que criamos para si. Talvez um desses valores seja a idéia da responsabilidade que temos sob a vida humana. Eu via que quanto mais as pessoas se acostumassem com a morte brutal de um assassinato, suicídio um homicídio ou latrocínio, elas também se acostumava com a idéia que isso é normal. Mas não se pode acostumar com a morte.
Lembro que um dos meus primeiros contatos com essa violência urbana foi quando fui assaltado pela primeira vez. Eu estava com meu irmão, demos 10 reais para um maldito viciado. Eu tinha 13 ou 14 anos, mas lembro bem de esconder ao máximo a raiva que senti disso. Não por ser assaltado, mas por ver alguém que me importo tendo a vida ameaçada por um verme suburbano. Depois desse assalto, ainda sobrevivi a mais 13, mas por mais que eu fosse ameaçado com um revolver ou uma faca eu ficava apavorado quando alguém da minha casa chegava dizendo que foi assaltado. Minha vontade era de sair pela porta atrás do desgraçado com uma barra de ferro e faze-lo pedir desculpas. Talvez esses fatos tenham sido o que criou a violência que aprisiono ao máximo dentro da alma, tendo ela escapado algumas vezes tempos passados.
Certo dia eu estava andando pelo comércio da cidade e vi um alvoroço na frente de um edifício empresarial. Um certo funcionário desta empresa, cuja função era permanecer no elevador levando as pessoas para cima e para baixo, e cansou de pagar contas e gastar todo seu salário com sua própria sobrevivência e resolveu se atirar do 11º andar, tendo o azar de antes de atingir o chão ainda cair sob o letreiro da empresa que ficava na entrada do prédio. A polícia bem tentava esconder a cena do qual todos em volta tinham a grotesca curiosidade de ver, mas quando os oficiais precisaram tirar fotos tiveram que levantar o pano que estava sob o corpo. Aquilo foi bem horrível, eu mesmo preferia não ter olhado, o sujeito virou uma panqueca e parecia que alguém colocou ele dentro de um microondas, pois ficou todo deformado e com os membros todos desordenados, com um pé do lado da cabeça, etc.
Algum tempo depois eu estava indo a algum lugar e andava numa grande avenida da cidade, passei do lado do prédio do CityBank. Tive a falta de sorte de passar bem na hora que alguém estava fugindo do banco com uma arma na mão. Eu ouvi alguém gritando para parar e olhei para trás, pela porta do prédio saiu um sujeito correndo, carregando uma arma e atrás dele outro sujeito apontando uma arma. Eu era a pessoa mais próxima dos dois, o prédio ficava de esquina e eu estava na esquina. Meu coração pausou por um momento e eu gelei. Não consegui abaixar, correr, fazer porra nenhuma. O primeiro cara parou, temendo levar um tiro e o outro o rendeu. Decisão certa, rapaz! Até hoje não sei o que estava acontecendo lá, pois o cara estava bem-vestido demais para ser um assaltante de banco. E ninguém rouba um banco sozinho. Depois daquele fato eu me policiei para nunca mais paralisar em momentos de tensão. Afinal quando eu estiver casado e com filhos e extraterrestres descerem no meu quintal eu não vou poder me paralisar de nervoso.
Alguns anos depois escolhi deixar aquela cidade, grato por tudo que aprendi lá, inclusive sobre os extraterrestres. Mas estando agora numa cidade muito menor, percebo as diferenças sociais presentes, que de certo modo sempre acabam me atingindo. Algumas pessoas me disseram que não sou muito comunicativo com desconhecidos. Disseram que sou objetivo demais, muito sério e não muito sociável. Não posso obrigar ninguém a entender, mas eu sempre vivi no centro de uma mega-cidade, não morei no subúrbio, morava num lugar onde não sabemos o nome do vizinho, nem a cara dele. Pessoas desconhecidas não trocam muitas palavras, pois você não sabe se ela vai ameaçar sua vida em 2 minutos.
Eu não faço o perfil de quem gosta de morar no subúrbio, conversar com os vizinhos e ir à padaria de Havaianas. Odeio andar devagar na rua, fazer as coisas devagar e esperar. Eu gosto de morar em apartamento, em áreas urbanas, e não gosto de conversar muito com quem não conheço, principalmente com homem. Por tudo isso me considero um Anti-Social. São todas as características de alguém que vai morrer cedo.
Será que um dia vou casar? Deve existir alguma mulher que não quer viver no subúrbio.

03/05/2007

Guinness Para Vencedores


Sempre soube que os irlandeses estão para cerveja como nós estamos para o futebol. Péssimo exemplo, melhor dizer “como os japoneses estão para o sushi”. Sempre foi uma das minhas grandes curiosidades (junto a outras como: “Deus é aquele cara que eu vi no quarteirão de baixo?” e “porque as Spice Girls falam meu nome no meio de uma música?”) saber o gosto da cerveja irlandesa.
Semana passada, andando pelo mercado Pão de Açúcar, enquanto procurava a cerveja Heinneken para abastecer minha geladeira (apenas porque ela é menos amarga e com isso, tragável) , avistei ao horizonte no topo das prateleiras, uma majestosa lata preta de 440ml com os dizeres impressos em letras garrafais e em negrito “Guinness” e mais embaixo “Serve Extra Cold”. Vi ali minha grande chance de realizar um dos meus grandes feitos desta vida tão peculiarmente tortuosa e chata, e me apossando dela senti meus punhos se tornarem fortes. Logo após este sentimento de força veio a repetina fraqueza ao avistar o preço de tal beleza material, R$ 9,95. Uma lágrima de decepção correu pelo meu rosto, juntando-se a lágrima de alegria que acabara de escorrer.
Seguindo uma minuciosa subtração feita de cabeça, me vi na possibilidade de levar 1 lata de Guinness, na condição financeira de deixar para trás 10 das 12 garrafas de Heinneken que havia pegado na prateleira de baixo, minutos antes.
Dias depois, tendo a brilhante e viva lata repousado na gaveta de baixo do congelador da antipática geladeira do meu apartamento, vi uma boa oportunidade de leva-la garganta abaixo. Isso veio num dia que eu sentia que poderia me embriagar e comprar um velho navio, para dentro colocar outros bêbados e um cão fedorento vira-latas que vi perambulando naquela manha numa esquina sem-graça da cidade. Sentia a decepção por ter não dois barris de 20 litros de cerveja irlandesa, e sim uma lata com apenas 440ml, onde seria difícil me embriagar nela. A não ser que eu a completasse com um pouco do álcool que havia na lavanderia, mas isso ficaria para uma futura oportunidade de auto-depreciação.
A primeira revelação foi a consistência do liquido que havia dentro da lata. Como na lata dizia “Pour Into a Glass” (meus conhecimentos lingüísticos diziam que significava “Servir Em Um Copo de Vidro”), tratei de entornar a cerveja num copo de vidro, como a lata me ordenava. Minha primeira impressão foi que essa cerveja mais parecia um daqueles sorvetes que você joga Coca-Cola em cima, mais conhecidos como Vaca-Preta. Depois que a espuma amarronzada baixou, me veio na lembrança não mais a Vaca-Preta, e sim o chocolate-quente que minha mãe fazia nos dias de intenso e detestável frio que fazia nas noites de Julho em meados dos anos 90. Mas o gosto não se assemelhava em nada ao chocolate-quente dos anos 90, era mais algo estranhamente novo. Nunca na minha vida tomei uma cerveja tão forte, puta qui pariu!
Mas digo que ela é única, não consegui ainda dizer se é boa ou ruim. Acho que se eu tomar mais umas dez poderei responder com a maior certeza deste mundo acalorado. Como ela é um pouco cara, peço a quem leia isto, algum amigo de copos, sejam de álcool ou refrigerentescos ou simplesmentes aguados, que façam uma boa ajuda para eu poder comprar mais Guinness e assim determinar minha convicta posição sobre o gosto de tal lenda dos pubs irlandeses. O numero da minha conta é 30623-1 agencia 1914-3 do banco Bradesco. Deus o devolva em boa hora de necessidade gástrica.
Grato!

Three Chords and The Thruth




Nas últimas semanas, sempre que estava sem fazer nada em casa me batia uma vontade de tocar violão. Talvez porque por toda minha vida estive habituado a ter por perto muitos instrumentos musicais, pelo fato dos meus pais serem músicos. Ter a falta daquilo incomodava.
No começo desta semana recebi a merecido salário, depois dar duro o mês todo agüentando todo tipo de panacas no trabalho. Dando uma volta numa fervorosa, porém nada agradável, avenida da cidade, passei por uma loja de instrumentos musicais. Como não sou de acreditar em coincidências, entrei e poucos minutos depois saí com um violão em punho.
Achei ele até bem estilizado, não sei porque mas foi exatamente ele que me chamou a atenção dentre tantos outros. Talvez porque fosse o mais barato.
Mas ao final do dia, já em casa, pude experimentar outro sentimento além do prazer de escutar os sons do vibrar das cordas de aço. Esse sentimento foi a lembrança que reviveu em minha mente no mesmo instante, trazendo consigo a afirmação que não toco porra nenhuma. Isso eu tinha esquecido com o passar destes conturbados anos sem-violão.Bom, como segui teimosamente o curso de violão em 1998, cheguei a aprender 5 ou 6 acordes. Estes me vêm sendo de grande utilidade, já que me permitem tocar apenas musicas ridiculamente fáceis.



30/04/2007

Férias de Casa

Eu venho passando as últimas semanas me perguntando que porra estou fazendo. Quer dizer, eu planejava manter minha vida como ela estava, sem manter muito o que carregar para poder me locomover a próxima moradia com mais facilidade. Por isso, a maior coisa que eu tinha era o computador. Mas neste ano eu fiz minha própria filosofia de vida mudar com a idéia de certa estabilidade confortável. E acho que fiz isso quando parei para contar, só por curiosidade, com quantas pessoas já morei. O resultado foi 47. Isso é muito para quem tem apenas 3 anos de estrada. Se eu continuar nesta em 9 anos terei morado com 188 pessoas. Então resolvi sossegar e retomar a vida “lobo solitário” do qual experimentei há algum tempo em Campinas. Tendo assinado um contrato de permanência até dezembro de 2007, ainda terei que permanecer com a 47ª pessoa por este ano inteiro. Mas já tenho todo o plano de moradia traçado para a partir desta data fixada, dez/2007!
A quem não vivenciou um a experiência árdua como esta, os digo: não é fácil, amigo. São muitas e muitas coisas que se deve comprar para tornar uma casa habitável, um lar. Moveis grandes, miudezas, todo tipo de coisa. Há dez anos eu jamais me imaginaria na sessão de utensílios de cozinha do mercado, escolhendo a cor do carrossel de pregadores de meias. Quando me peguei nesta situação, semana passada, me deu um estalo e comecei a pensar sobre isso. Sinceramente pensei que fosse surtar e que precisaria de ajuda média para voltar a mim mesmo e meu corpo voltar a obedecer aos meus comandos. A senhora do meu lado, escolhendo vassouras, me olhou com uma cara estranha.
Foi algo estranho aquele flash, mas profundo. Significa, talvez, que eu estarei casando comigo mesmo e caso enjoe da vida que levarei, não poderei fugir novamente.
Me fez perceber também que venho me tornando uma pessoa muito analítica. Ainda estou tentando descobrir se isso é bom ou ruim.
Até recentemente eu já tinha traçado o plano para os 20 anos seguintes da minha vida, mas neste ano tudo pareceu estranho e me vi obrigado a colocar esses planos no triturador de papel e esquecer. Eu sei EXATAMENTE o que causou esta reforma, foi quando descobri que estava errado sobre algo que pensava sobre mim mesmo. Foi um sentimento inédito, que tenho certeza que poucos neste mundo tiveram a chance de sentir. E quando isso aconteceu, eu simplesmente parei, olhei o nada com cara de espanto e disse: “Cacete, então eu não me conheço direito!” Então quando eu tinha 14 anos e meu pai me dizia “Eu te conheço bem, moleque!”, ele estava errado! E quando aquela loira da quinta série me disse “Depois de te conhecer vi que você não era o que eu pensava” ela também estava errada. Bom, mas neste caso eu até a apoio, é preciso me conhecer apenas 70% para perceber que sou chato pra cacete.
Mas o bom de tudo isso é que quando as pessoas te fazem um comentário sobre você, você passa a prestar mais atenção. E quando você sonha, você presta mais atenção até nisso, para descobrir mais sobre si. Eu tenho a chance de ter por perto alguém que me colabora com estes comentários construtivos. Na última quarta-feira, saí para beber e conversar com ela e acabei criando uma discórdia entre nós por um motivo ridículo, que me fez me sentir um idiota depois (Nota: lembrar de pedir desculpas.). Neste período de discórdia ela me disse que as vezes encho o saco, isso é relativamente concordável, já que ela não foi a primeira pessoa a fazer tal afirmação. Neste comentário específico eu não faço objeção, mas sim uma colocação: Não é bom ter por perto alguém que é chato de vez em quando? O ideal de chatice eu diria que seria de 8 a 10%. Fala sério, alguém que é SEMPRE legal é um saco! A coisa fica muito maçante e você enjoa facilmente desta pessoa, eu mesmo gosto de ter por perto pessoas que de vez estão um saco.
O segundo comentário que me levou a uma auto-análise demorada foi que sou louco. Bom, a respeito desta palavra eu diria que ela é contestável, afinal o que se define “louco”? É um termo tão amplamente duvidoso que eu mesmo não poderia definir se um indivíduo é louco ou não. Acredito que se pode chamar de louco alguém que você vê nadando na sarjeta, ou conversando com a foto do cachorro desaparecido colado no poste da Rua 15.
Conheço pessoas muito normais que se auto-denominam loucas e acham a coisa mais linda. Eu sinceramente acho degredável, mas sou obrigado a levantar tal pensamento: será que existe o “normal”? E se existe, alguém é 100% normal? Se existe esse alguém, será que ele não é chato pra cacete, por levar uma vida que provavelmente é metódica, rotineira e maçante, passando os dias sendo uma pessoa totalmente submissa, sem levantar grandes questões sobre a vida?
Se ser normal é isso, eu passo, e prefiro levar o depreciável adjetivo “louco” a me manter na condição de instrumento humano, uma engrenagem colocada na função de manter o mundo como ele supostamente deve ser.
Mesmo assim, posso afirmar que sou chato as vezes, sim, mas não sou louco. Talvez louco seja continuar a levar essa vida boêmia e nômade, de incertezas e doideiras, sem um verdadeiro lar para abraçar com todas as forças e entender a necessidade que a mente tem em ter um lugar que serve como o berço de suas idéias.
A esta minha amiga que sempre me ajuda a compreender mais sobre ela e sobre mim mesmo eu digo que ela será a primeira a conhecer a casa nova, em dezembro.

24/04/2007

Temporada Aberta


Muita gente confunde esse negócio de amizades. Dão importância a coisas passageiras, porém de maior intensidade. Eu não sou contra isso, aliás sou prova viva que isso existe.
Por toda minha vida tive o que posso chamar de amigos de temporada. Tive alguns da escola no começo dos anos 90, outros 94 a 99, outros 2000 outros 2001, outros 2002-2004, outros 2005 e 2006 a 2007. E sei que isso se sucedera pelos anos seguintes, talvez em menor escala de quantidade.
Mas considerando tudo isso, outro dia me peguei pensando sobre algo de grande valia. Quando eu tinha 7 anos de idade, meu melhor amigo era o Urso, o camarada que está na foto acima. Coitado do Urso, perdia seus olhos toda semana e lá ia minha mãe costurar novos olhos feitos de botões antigos da minha bisavó. Nesta mesma época, eu estava já na escolinha, na minha ex-cidade natal, e lá eu tinha meus amigos habituais que toda criança de 7 anos tem. De todos estes amigos, hoje eu sei o paradeiro de 5 ou 6 deles. Mas tinha alguém em especial que eu me lembro bem. Engraçado que na verdade não haveria possível motivo/razão para lembrar. Isso porque poucos anos depois eu haveria de mudar de cidade deixando todo o passado e todos presentes nele para trás. Mas algo não ficou pra trás, foi a lembrança de uma garotinha japonesinha muito bonitinha, que participou de todos estes meus anos escolares iniciais, 5 ou 6 anos, sei lá.
Quando eu visitava minha ex-cidade natal, passava em frente a casa dessa garotinha e imaginava como ela estaria, mas durante aqueles anos nunca tive coragem de tocar a campainha. Sei lá porque, ia parecer muito coisa de filme, eu provavelmente iria me sentir um idiota.
Em algum mês de 2006, eu estava passando por dias bem conturbados. O mundo parecia conspirar para jogar porcaria na minha frente, eu estava na merda mesmo. Sem emprego, vendo os amigos pisarem na bola e sendo bancado pelo primo. Eu estava descendo a rua, nesta minha ex-cidade e algo me puxou, parecia magnetismo.Quando vi, já estava na esquina da casa dessa garotinha do passado, mas era algo engraçado porque haviam duas vozes e cada um me dizia uma coisa. Uma falava para ir lá, dar um oi pra ela, vocês se davam bem na infância, poderiam ser amigos agora. A outra me dizia que era estupidez, ela acharia que você é um tarado por vir atrás depois de 12 anos, isso se ela ainda morava lá. Mas a razão dizia que ela morava lá, e não havia nenhuma intenção estranha minha. Só queria conversar mesmo, dar o ar da graça e um até logo.
Não sabia que porra fazer então bati palma. Realmente fico perdido quando não encontro a campainha de uma casa! Então ela apareceu na porta e o que me veio á cabeça foi “Nossa, ela realmente não envelheceu depois de todos esses anos.” Mas era sua irmã mais nova, logo apareceu essa amiga do passado na porta.
Hoje digo uma coisa: eu já me arrependi por ter deixado de fazer muita coisa na vida, mas isso que fiz foi minha melhor decisão de 2006. Eu ganhei uma amiga, uma que já participou do passado e agora se faz tão importante no presente que jamais recuso quando ela chama pra tomar um “glub-glub”, mesmo tendo que pegar um ônibus até a cidade vizinha e depois perde-lo, como sempre.
Ela meio que se tornou uma confidente, mesmo achando isso ridículo. É, eu também acho, mas muita coisa pessoal, eu só conto a ela porque seu senso crítico e tão aguçado e realista que me coloca com os pés no chão e me faz perceber coisas sem querer. Isso eu já notei nas nossas primeiras conversas. Sabe aquela coisa de amigo imaginário? Eu sinto meio que isso, só eu vejo, só eu ouço. Dentro destes dias estranhos, onde eu estou vivendo normalmente e de repente tudo é um sonho e eu acordo, temo acordar e ver que eu ainda não fui lá na casa dela dar um “oi” depois destes 12 anos.
Mas dentro de mim, a sensibilidade que ela parece tentar esconder me fascina, e percebo nesses dias que luto para ser um amigo tão importante a ela quanto ela é para mim.Afinal, meus primeiros amigos da vida foram o Urso, que inclusive nasceu antes de mim, e essa garotinha linda, que hoje é a mulher que eu agradeço por não ter me evitado quando eu re-apareci, por perceber que eu voltei oferecendo uma amizade de homem-mulher que poucos acreditam que seja possível existir hoje em dia. Para mim essa amizade que vem se solidificando é mais importante que a somatória de todas essas amizades de temporada que já tive/tenho. Engraçado as necessidades da alma humana, ela vem em forma de jogos do destino, decisões rápidas, e quilômetros percorridos pela chuva.

20/04/2007

Um Nome, Uma Sina.

Em toda minha vida, conto nos dedos de uma mão quantas pessoas já acertaram pronunciar meu nome como ele supostamente é. E conto nos dedos da mão do presidente quantos já acertaram escrevê-lo. O presidente certamente não seria um desses.
De qualquer forma, quando vou a um desses lugares que a moça pede seu nome pra chamar quando for sua vez, eu sempre digo um mais fácil. O nome da vez é Eunuco. Uma já achou estranho, mas eu falei que tinha uma irmã chamada Eunice, e ela engoliu.

Três e Quarenta da Manhã

O cara que tem insônia e não tem tv a cabo é realmente um fudido. Digo isso porque estive doente esses dias e meu sono ficou todo doido. Aí aconteceu de eu ligar a tv de madrugada e só o que passa em canal aberto é programa de crente.
Mas faz todo sentido. O cara que tá cheio de problemas tem insônia. O doente também tem, assim como o corno e o desempregado. Essas pessoas que passam as noites acordadas são o alvo preferido do charlatanismo religioso.
Nesse programa que eu vi teve até uma novelinha, em que o pai de família era uma síntese de todo mundo que estava assistindo aquilo naquele momento: era doente, corno, desempregado, cachaceiro e ainda por cima via uns espíritos passeando pela casa.

19/04/2007

Buracos no Teto


Outro dia, enquanto tomava banho, olhei para cima e notei certa saliência no teto do apartamento, foi durante essa breve observação que percebi que dela caia uma goteira suja e fedorenta. Depois que desliguei o chuveiro comecei a arrancar o revestimento para ver de onde vinha a tal goteira. E assim foi revelado o pior, buracos sob meu teto, bem em cima do chuveiro. Tirei algumas fotos, como podem ser comprovadas acima, para mostrar na imobiliária e exigir alguma atitude do proprietário do imóvel.
Esta tarde, quando voltava para o trabalho depois de andar pelas ruas da cidade sem sucesso pelo fato de ter me esquecido onde fica a maldita imobiliária, pensei mais analiticamente sobre tudo isso. Talvez o fato de eu me importar tanto com isso seja o reflexo de uma intensa mudança interna. Quer dizer, eu realmente venho tendo certas preocupações nos últimos meses que jamais teria há um ano atrás. Claro que qualquer um diria “Sim, idiota. Está na hora de você crescer mesmo.” mas não é bem isso. Por toda minha vida eu jurei a mim mesmo que não me tornaria alguém tão comum quanto o resto das pessoas, e com isso eu adotei uma certa filosofia de vida própria. Ela não causa tantos resultados construtivos, na verdade causa mais destruição de ambiente comum, mas para mim funciona na maioria das vezes. E mesmo quando parece que não vai proporcionar os resultados mais imediatos e agradáveis tento lembrar que eles trazem mais resultados a longo prazo. Alguns deles vão chegar em 2018 pelas minhas contas. Uma característica principal deste modo de visão que tento manter não é dos mais corretos, mas digo que ajuda a superar certas situações de stress, é a ironia. A ironia é uma das coisas que mais irrita as pessoas, mas certamente pode ser usada com inteligência se você for esperto. Há algumas semanas atrás, uma pessoa agiu errado comigo e conseguiu (dou os parabéns a ela por esta capacidade de manipulação, de verdade!) reverter totalmente a situação para eu parecer o errado, e ainda me fazer me sentir culpado. Percebendo isso, eu coloquei em pratica a ironia, num plano elaborado minuciosamente. Digamos, deu certo, mas atualmente ela carrega a idéia convicta de que nunca mais quer me ver em sua frente de novo.
Mesmo assim, os digo: “a ironia é a melhor arma.”
Seu chefe te deu um esporro? Seja irônico com ele. Você provavelmente será demitido mas pelo menos não se sentirá o merda que ele afirma que você é.
Mas voltando um pouco, talvez o que possa estar quebrando essa minha filosofia carregada de excentricidade e incompreensão externa sejam estas preocupações que eu tanto abomino. Digo, esta semana fiquei duas noites sem dormir pois soube que essa tal garota que não quer mais me ver está namorando. Tudo bem, eu desejo o melhor a ela e ao panaca do cara, mas putz... Nem eu que me considero tão expressivo consigo me explicar nesta situação.
Mas tanto a garota quanto os buracos no meu teto logo serão superados. E meu logo não é o mesmo que o resto da humanidade neste caso. São planos de longo prazo, como já mencionei.
E enquanto isso, eu afirmo com a certeza de alguém convicto sobre si, cuidarei que nenhuma outra goteira me preocupe. Claro que precisamos de alguma preocupação para não vivermos como crianças, em casas feitas de Lego, mas como álcool causa cirrose, preocupações causam câncer, úlcera e qualquer outra doença, até gripe.
Nisso lembro que o álcool aqui mencionado está ligado a este tipo de situação, para as pessoas deste planeta. Quer dizer, elas o usam para eliminar temporariamente os buracos em seus tetos. Não que seja algo ruim, eu mesmo faço isso (raramente). Acho que passaria a achar que não é certo se um dia eu acordasse num hotel em Las Vegas, com uma aliança no dedo, ao lado de uma garota que nunca vi.
Enquanto isso, um brinde a vida.

17/04/2007

Segundo um (in)famoso site de testes de personalidade, meu nome significa:

What Julian Means:
J
is for Jolly
U is for Unusual
L is for Liberal
I is for Intelligent
A is for Arty
N is for Nutty
Outro tão interessante quanto é: "Que Tatuagem Você Deve Fazer". Aqui está o link para deleite de todos: http://www.blogthings.com/whattatooshouldyougetquiz/

Passatempo

Estes testes idiotas de internet, apesar de serem idiotas resultam numa grande análise profunda sobre sua personalidade. Ou seja, se você achar um teste desses por dia, nunca precisará de um psicologo.
Eu, como um bom ser humano que faz o possível para se encaixar no termo "pessoa normal" (se é que este termo se adequa aos dias de hoje), preencho muitos desses testes nas minhas horas livres. O último deles respondia a profunda questão "que tipo de escitor eu poderia ser".
Eis a resposta:
You Should Be a Science Fiction Writer.
Your ideas are very strange, and people often wonder what planet you're from.And while you may have some problems being "normal," you'll have no problems writing sci-fi.Whether it's epic films, important novels, or vivid comics...Your own little universe could leave an important mark on the world!
Para os puros brazilleyrus, a tradução:
Você Devia Ser um Escritor de Ficção-Científica.
Suas idéias são muito estranhas, e as pessoas perguntam com frequencia de que planeta você veio. E enquanto você pode ter alguns problemas sendo "normal", você não terá problemas escrevendo ficção-científica. Seja filmes épicos, novelas importantes, ou comédias... Seu pequeno universo pode deixar uma marca importante o mundo!
A quem tiver interesse, segue o link para fazer o teste de "Que Cor Verde Você É"

Felicidade Numa Torrada


Ontem comprei uma daquelas torradeiras americanas. Claro, que junto a ela comprei pão de forma, presunto, maionese e algumas long necks para acompanhar. E chegando em casa, tomei um banho e lá fui eu estrear a nova torradeira, junto aos novos pratos e copos. Mas meu sentimento de diversão não se estendeu por muito tempo....
Sei lá, devo dizer que essas torradeiras não são tão divertidas como na TV...
Acho que meu espirito consumista está tão desarranjado quanto meu espírito inópino.

16/04/2007

Eyes For Lies

Ask questions
Wonder why
Get your own answers

Knowledge is power

14/04/2007

Andando Sob a Água


Uma pequena trívia, só pra descontrair:


Quantas pessoas já andaram sob a água?



  1. 1 pessoa

  2. 2 pessoas

  3. 3 pessoas

Resposta: opção 3 (3 pessoas). A primeira foi Jesus, a segunda foi Pedro e a terceira foi esse cara chamado José.


11/04/2007

Novo Morador


Uma aranha veio morar no meu apartamento na manhã passada. Cheguei do trabalho, fui tomar banho e lá estava ela, parada sob o box me observando fixamente. Ela então perguntou se podia ficar, temerosa por saber que eu detesto insetos... especialmente aranhas. Provavelmente a matança que fiz na semana passada se espalhou como fofoca entre os insetos das redondezas do condomínio e chegou aos seus ouvidos. Mas é de conhecimento dela também que eu venho mudando meus conceitos sobre companhias e poderia ser possível eu permitir que ela dividisse o mesmo teto que eu.
“O apartamento é pequeno, se você não obstruir meus afazeres comuns do dia-a-dia tudo bem. Eu fico pouco em casa, na verdade.” Eu disse a ela, que parece ter concordado pois subiu rapidamente até o vitrô e permaneceu ao lado do Xampu por algum tempo. Eu não sabia, mas esta espécie de aranha, que é daquelas pequenas e gordinhas, são inimigas mortais daquelas finas e pernudas que insistem em fazer teias nos cantos das paredes. Engraçado como posso aprender até com uma aranha.
Hoje de manhã eu a vi rapidamente, enquanto escovava os dentes ela passou subindo a parede.