13/08/2009
Into the Heart
20/02/2009
Fazendo Música pra Surdo!

Morando na Inglaterra você encontra música em praticamento todo lugar. Principalmente em Londres. Andar pela Oxford Street é como andar em qualquer calçadão do Brasil (ok, não qualquer mas boa parte). Logo na primeira quadra há uma loja gigantesca de música chamada HMV onde geralmente está tocando uma das paixões nacionais: Coldplay, Keane, Oasis ou The Beatles. De lá para frente há o som dos rádios baratos das lojinhas de souvenirs e estúdios de tatoos da esquina. Pouco antes do final da rua há outra loja de música, que obviamente toca basicamente... Coldplay. Bom, não é bem aí que quero chegar. Afinal, neste exato momento estou sentado dentro da minha sala de aula, junto a meus colegas, onde o som toca... Coldplay. E olha que já não estou mais na Inglaterra, estou num país próximo. O negócio gira em torno da minha situação musical pois a cada vez que tenho que dar o relatório do meu passado (negro e claro) vem a calhar contar que meu pai teve uma banda e tocou por anos e anos ou que minha mãe ama música e é professora de piano e teclado. Também vem a calhar dizer que meu irmão conseguiu seguir esta linha e construir sua paixão em tocar guitarra. O bixo pega quando me perguntam "E você toca qual instrumento?" Putz! Nenhum, nem mesmo campainha pois sempre quero fazer uma gracinha com a capainha e som acaba ficando horrendo, do tipo:
"Pééééé-pé-péééé-pé"

Meu histórico musical foi o seguinte:
* Participante do coral da escola aos 8 anos
* Estudante de teclado por 3 meses aos 12 anos
* Estudante de teclado por 5 meses aos 13 anos
* Estudante de violão por 3 meses aos 14 anos
E daí para frente múltiplas tentativas frustradas de conquistar a amizade de algum instrumento musical, exemplos: voz, guitarra, teclado, youtube e o interfone do apartamento. A falta de dom é evidente mas mesmo assim nunca venceu a insistencia (teimosia). Quando respondo à pergunta acima as pessoas olham para mim com uma cara como se eu tivesse cometido um crime. Mas quem disse que não tenho algum talento? Estou cada vez mais perto de descobri-lo, pô!
19/02/2009
Entre Laços
Durante minha vida no Brasil as coisas que permanenciam fixas dia-a-dia pareciam se esvanecer ao final da semana e tornarem-se novas ao primeiro momento de certeza. Claro que todos nós sabemos que as coisas são passageiras, mas nunca nos damos conta de que elas poderiam ser mais passageiras se procurássemos tal destino incerto.
As pessoas chegavam à minha vida e eu segurava firme a quem meu espirito batia. Todos nós temos aqueles amigos do colegial, de anos atrás. Ou até mesmo de primário, de séculos atrás. Mas quando você decide abrir mão da corda que te amarra às coisas que chama de valiosas, as pedras se tornam semi-preciosas.
É brincar com o fogo até o fogo brincar com você.
Vim para o exterior com o objetivo de fazer algo de bom. Não para passar a imagem de santo porque de santo me falta muito, mas para cumprir uma de minhas metas na vida. E isto implica em muitas mudanças, é como dar um restart. Você sabe seu nome então pode dar um soco na parede. Ela vai quebrar em um oportuno e inseperado momento.
Estar pronto para conhecer novas pessoas torna todas as imagens que você vê instantâneas e seus olhos se tornam a janela de um trêm em movimento. Estas pessoas surjem como você chegou, com malas à mão e um enorme ponto de interrogação em cima da cabeça. Se aquele ponto de interrogação se encaixa ao meu ponto de exclamação há uma aproximação interessante, uma amizade construtiva de mãos dadas com a toda a lógica e ilógica deste plano doido.
Não importa, o destino é sempre o mesmo e a gente se encontra por aí, em algum lugar desta floresta!
10/02/2009
O Último Baile de Garagem
cando meios de deixar meu pai contente. Fui no concerto de um guitarrista que ele adorava apenas para pegar o autógrafo para ele. Comprei um livro do John Lennon para ele e antes que eu pudesse enviá-lo, ele resolveu deixar este mundo."Pai, por todo lado há música e isto me faz lembrar de você a todo momento.
Assim como John te inspirou você me inspira.
Seu filho, Julian"
19/03/2008
Volta às Raízes
Estou de volta à minha cidade natal, depois de 14 anos. Eu não diria que o sentimento de nostalgia me ronda, afinal esta cidade mudou assustadoramente. Não é mais uma cidadezinha caipira que eu estava acostumado, onde eu não sabia quem as pessoas eram mas todos sabiam quem eu era. Algumas ainda sabem, mas agora há tantas pessoas que vieram de fora que eu mesmo me sinto um visitante.
O motivo de eu ter vindo para cá foi a esperada viajem para a Inglaterra. Sabendo que aqui eu poderia voltar a ter as mordomias de ter almoço na mesa e roupa lavada e ainda sem gastar um centavo, não hesitei.
Bom, meu novo lar foi a casa do meu pai, onde também moram minha avó, minha tio, meu tio e minhas duas primas. Mas como as coisas comigo não ocorrem com normalidade e os lugares onde vivo são sempre excêntricos, meu quarto foi o cômodo que estava vago, o quartinho do lado de fora da casa onde até o momento estava sendo usado de depósito (de tranqueiras e móveis velhos). Na verdade não se pode dizer que "estava", pois ainda é usado para este fim. O que consegui fazer foi amontoar as caixas e tranqueiras num canto do quarto, e ficou assim até o teto. Nesta montanha de coisas você encontra desde tapetes enrolados até quadros de casamentos, forninhos de acampamento, gravadores antigos, baralhos milenares, ferramentas estranhas malas estampadas de xadrez, violão ganho pela minha tia nos anos 70 e até jornais datados anos 90, 80, 70 e possivelmente 60. Todos estes objetos reunidos me gerou a preocupação de abrigar família de baratas, ou um grupo mais populoso. Bom, o que aconteceu até agora foi que só ouvi barulhos vindos da montanha de tranqueiras, mas ver mesmo não ví nada. E espero não ver.
Mas é engraçado saber que neste mesmo quarto meu pai viveu quando tinha minha idade (mais de 30 anos atrás), e posteriormente outros membros da família também habitaram aqui. Mas eu mesmo nunca imaginei que viveria sob este teto, principalmente agora, com as goteiras.
Logo nas primeiras noites choveu, choveu muito. Eu tinha sido informado sobre as goteiras mas não pensei que fosse tão grave. Acordei no meio da noite com a goteira bem do meu lado, e a gota ao pingar no chão respingava na minha cara. Um belo modo de acordar alguém, claro. Lá fui eu cobrir a TV (a salvando da morte certa) , arrastar o colchão e pegar um balde. Mas notei que havia outra goteira no outro canto do quarto, próximo ao PC. Arrastar móveis velhos e mais balde. Vou me deitar e começo a ouvir pingos, agora em cima das sacolas, no outro canto do quarto.
E minha sina é arrastar móveis e colocar balde ou panela, parecia desenho do Pica-Pau.
Mas morar aqui é bom, tem speedy, gente pra conversar, comida, roupa lavada... nada melhor que umas férias antes de ir penar na terra da Rainha!
15/03/2008
Sometimes You Can Make It On Your Own.
A noite de 14 de Março não correu como eu esperava claro. Se tivesse, o blog não teria tanta graça.
14/03/2008
Parabéns Para Mim!
Engraçado que quando posto com freqüência, reclamo da falta de atividade ao meu redor. Que nada acontece e que a rotina impera. Mas quando coisas começam a acontecer não sobra tempo para escrever a respeito disso no blog, e nem mesmo sobra calmaria na mente, principalmente na minha. Tudo fica bagunçado e um turbilhão de pensamentos me impede de pegar no sono à noite.
Hoje é meu aniversário... Não que seja algo que traga muita animação, mas traz um ano a mais de percurso. Vinte e três, para ser mais exato. Não sou daqueles traumatizados que detestam o próprio aniversário, mas posso afirmar que ainda estou esperando um 14 de março legal, espero que seja este, pois no último eu chamei praticamente todas as pessoas que conheço para celebrarem comigo num bar mas o desfecho foi típico de filme de comédia, eu sentado na mesa sozinho até aparecer apenas uma das vinte pessoas que chamei. Mas foi bom, tentei me animar, afinal era uma amiga que conheci quando eu ainda borrava as calças, dormia com ursinho e chupava o dedo. Não que o tempo seja algo tão relevante, afinal minha própria mãe me conhece há quase 23 anos e não apareceu naquela noite.
13/02/2008
When You Were Young
Na tarde da última segunda feira, logo após o trabalho, peguei um ônibus para Agudos. Deveria ir pra lá para um exame de sangue no dia seguinte às 7:00 da manhã (diga-se de passagem: =\ ).
mãe contando que o chefe do meu pai queria que ele o secretariasse, organizasse reuniões pelo telefone, apresentações gráficas, etc.. "... o Fernando não consegue nem organizar a gaveta de cuecas dele, mãe!", ou contando sobre quando foi me levar na ecola no meu primeiro dia de aula da quarta série e nos perdemos na gigantesca escola. Ou até me ver contando sobre o incêndio que quase dominou nosso prédio e levou minha tartaruga pro céu.Segue um trecho da carta da minha mãe: "Estou enviando o Diarinho (jornal) a vocês. O Julian escreveu pra lá, mandou uma história em quadrinhos que ele desenhou, me encheu o saco pra por no Correio, e não é que publicaram a carta dele? Ele é tão surtudo que quando foi comprar o jornal no sábado, tinha uma fotógrafa do Diário do Povo na banca e até o ajudou a procurar a carta dele. Ela falou para ele escrever mais vezes e mandar uma foto pra sair no Diarinho. Até a historinha do Cebolinha que ele pediu, publicaram..."
Mas o mais surpreendente foi ver o modo de pensar de cada um na época, assim descobri coisas que passavam em branco naqueles dias. Minha mãe contando sobre umas fotos 3X4 que tiramos, eu e meu irmão, com camisas que insistimos para ela comprar (horríveis!). A preocupação com nossas amizades, com o fato de ficarmos presos no apartamento cheios de energia dos 10, 11 anos....
Outro trecho da minha mãe, demostrando um típico problema familiar: "... Acabei de levar o Ju na escola e infelizmente colocaram ele de manhã. Vou ver se consigo trocar para a tarde, senão minha vida vai ser um rolo! Isto aqui vai virar um hotel com 3 horários de almoço: o do Fernando (meu pai), do Julian e do Cristian (meu irmão)..."
Me bateu uma tristeza por entender o que éramos e o que nos tornamos.
03/02/2008
A Partida
Há algo lá fora que preciso muito
A visão de um som,
ou o toque de um cheiro
Ou a força de uma árvore,
com raízes profundas ao chão.
depois surgindo e crescendo
ao Sol, de novo
Voar ao Sol sem queimar as asas
Pra deitar no solo e ouvir a grama cantar
Para ter todas estas coisas...
na nossa curta memória
Para usar isto
Para ajudar
Para encontrar...
21/01/2008
A Day In The Life

03/01/2008
Quando Eu Olho Para Mim

Quando você olha para mim
29/12/2007
Esperar
Balanço de Estoque
Pra muita gente isso significa pouco, a passagem de ano não é nada além de uma troca de números. Pra mim também, afinal não se pode colocar as mudanças necessárias a cargo da virada de ano. Estas mudanças ocorrem, pelo menos comigo, a todo momento. Em qualquer mês.
Mas o início de um novo ano pra mim é uma renovação, sim. Um balanço seguido de um upgrade. E para aqueles que desacreditam em mudança, basta ler a frase que mantém meu blog em pé. “Nós devemos nos tornar a mudança que queremos ver no mundo” e está explicado! Eu não me considero uma pessoa muito boa. Eu era bom quando criança. Com o tempo meu foco foi desviando do que era real para se acostumar com o que era vantajoso, mas não propriamente positivo. Posso estar exagerando, mas isso tem me incomodado. Acho que em nenhum outro ano eu briguei tanto com as pessoas como neste. Mas penso que tem o outro lado, estou mais crítico, rejeitando cada vez mais injustiças e com isso tento aprender.
Afinal, a vida é um aprendizado constante. Com isso teríamos que ser cada vez pessoas melhores, à medida que envelhecemos, quando o que ocorre é o contrário. Eu quero entender estas coisas pra poder melhorar a mim mesmo.
Então, nada melhor que aproveitar essa época de renovação pra fazer uma reforma interior. Eu estou precisando muito disto! Um balanço seguido de uma faxina mental.
Em 2007 eu decidi começar o planejamento de um novo rumo pra minha vida, que iniciará no dia 14 de Abril de 2008. Também consegui algumas mudanças emocionais (lê-se: não se apaixonar), isso me poupou de muitas decepções. Mas não me poupou de decepções ligadas a amizades e a família. Quanto a isso não há o que se fazer, penso eu.
Infelizmente não posso dizer que 2007 foi um ano bom. As coisas ruins superaram as boas. E muitas delas foram causadas por mim mesmo. Colocar a emoção acima de tudo não é uma decisão sábia, estejam certos disto. Mas eu ainda aprendo...
Eu estava lendo meu balanço do ano de 2006 e não pude deixar de notar quanta esperança estava presente, tentando manter a mesma energia que terminei aquele ano. 2006 foi um ano, sem dúvida, muito melhor. Muita coisa era constante e foi perdido. Amizade, família, moradia, alegria.
Porém, este balanço de 2007 que soa um tanto negativo não deixa de abrir os braços e esperar um ano muito melhor. Com mais alegria presente, mais amor presente, mais pessoas boas presentes e mais compreensão presente.
Lá vamos nós de novo!
24/12/2007
21/12/2007
Emoções "Dezembrais" Constantes
Todo mundo já ouviu a sentença: “A vida não é complicada, as pessoas que a tornam assim.”, não? Como as coisas acontecem exageradamente multiplicadas comigo pensem nessa frase bem ao pé da letra para alguém!Eu não sei ao certo se sou eu que torno minha vida complicada ou se são as pessoas ao meu redor, acho que é a soma das duas coisas. E visto tudo isso pelos meus olhos fica ainda mais complicado.
Estando com menos de cinco meses antecedendo minha partida do país, vejo como as coisas começam a se tornar cada vez mais efusivamente memoráveis.
Uma coisa boa antecede várias ruins, é um fato. Mas é ruim aos olhos de quem as vê assim. Me faz pensar o quanto o coração de cada um agüenta.
No começo de Dezembro tive a noticia do ano! Minha amiga Camila viria me visitar em Bauru, vinda de Campinas. Eu já me surpreendi pelo fato dela estar disposta a viajar 6 horas, gastar uma boa grana e ficar hospedada na casa de 3 homens numa casa velha assombrada construída por índios, mais notável ainda fazer tudo isso apenas para matar a saudade de um amigo. Quando eu soube disso minha cabeça entrou em parafuso! Eu jamais vi grande esforço de alguém por mim, a não ser de meus pais. Como é possível alguém ser tão disposta a alimentar uma amizade de 300kms de distância. Afinal eu e a Camila éramos apenas amigos da escola, do colegial. Matávamos aula para ir no Habib’s, jogávamos truco, trocávamos bilhetes comentando sobre nosso colegas bobos, mas no final do ano letivo tudo acabou. Só voltou 3 anos depois, pelo Orkut (que, quem diria, teve alguma utilidade na minha vida!). Camila veio, e estabeleceu uma presença tão marcante que muita gente que conheceu ela, sentiu uma força e alegria que só eu pensava sentir. Minha mãe até chorou quando ela foi embora. Eu nunca vi a Camila de mau-humor, de cara amarrada, de bico. Só contagia alegria e palavras boas, mas não forçadamente e sim de uma maneira naturavelmente verdadeira. Quem me dera ter 1% de luz que sua alma tem. O dia que ela foi embora para mim foi a partida mais difícil da minha vida até hoje. Eu disfarçava o choro perto dela, mas por dentro me derrubava em prantos. Eu nem conseguia falar direito. Só quando ela foi à direção ao ônibus não agüentei e comecei a molhadeira. E foi assim nas horas seguintes. E foi quase assim nos dias seguintes, muita lembrança da sua presença, muitas palavras no ar, muitos momentos voltavam a cabeça e traziam uma saudade latejante. Engraçado como você pode gostar tanto de alguém incondicionalmente. Para mim, esses sentimentos só existiam no amor condicional, eu ainda não tinha os presenciado de um modo sem paixão, apenas amor de amigo. Mas eu digo que a Camila é mais irmã pra mim do que qualquer coisa. É uma das pouquíssimas pessoas que eu daria minha vida para salva-la.
Ao mesmo tempo, fim de ano sempre me faz lembrar como são como o juízo final: Você tem que achar um teto para esperá-lo e pessoas para te acompanhar. Meus natais sempre foram um verdadeiro pesadelo, pois minha avó faz questão de estragar o clima de todos os natais da família. Foram todos assim, exceto o que passei sozinho, em 2004. Já o ano novo eu passei a não mais ir na casa da minha família paterna, pois no resto do ano não lembram que eu ou meu irmão existimos. A saída é aguardar a cara de dó de algum amigo que decide te chamar. Foi o caso do Sandro e da Roberta. Não sei o que faria sem eles. Até comprei um presentinho pra cada um, pra dar quando for lá.
Sinceramente, não sei como ainda não odeio o Natal e Reveillon. Deve ser porque ainda tenho esperança que eles serão bons, quando eu tiver, um dia (quem sabe), minha própria família.
Nestes dias de turbulência, minha lagosta Napoleão III faleceu. Salmão, meu peixe beta, a matou. Mas como pode um beta conseguir matar uma lagosta? Isso foi outro aprendizado para mim, jamais colocar uma lagosta e um beta no mesmo aquário!
Enquanto isso, na Inglaterra, as pessoas continuam cobrando minha vinda. Mas calma, pessoal, não é fácil conseguir 3 mil reais!!!
E no mesmo momento que tento desbloquear meu cartão de crédito novo sem sucesso, alguns fatos a respeito da casa onde estou morando tentam permanecer sob 7 palmos. Literalmente. Logo explicarei melhor a respeito disso.01/12/2007
Amigo, Um Ensaio
Amigo é quem te dá um pedacinho do chão, quando é de terra firme que você precisa, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta.
Amigo é mais que ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante, costas largas.
É quem tentou e fez, e não tem o egoísmo de não querer compartilhar o que aprendeu.
É aquele que cede e não espera retorno, porque sabe que o ato de compartilhar um instante qualquer contigo já o realimenta, satisfaz.
É quem já sentiu ou um dia vai sentir o mesmo que você.
É a compreensão para o seu cansaço e a insatisfação para a sua reticência.
É aquele que entende seu desejo de voar, de sumir devagar, a angústia pela compreensão dos acontecimentos, a sede pelo "por vir".
É ao mesmo tempo espelho que te reflete, e óleo derramado sobre suas águas agitadas.
É quem fica enfurecido por enxergar seu erro, querer tanto o seu bem e saber que a perfeição é utopia.
É o sol que seca suas lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais seu sorriso.
Amigo é aquele que toca na sua ferida numa mesa de chopp, acompanha suas vitórias, faz piada amenizando problemas.
É quem tem medo, dor, náusea, cólica, gozo, igualzinho a você.
É quem sabe que viver é ter história pra contar.
É quem sorri pra você sem motivo aparente, é quem sofre com seu sofrimento, é o padrinho filosófico dos seus filhos.
É o achar daquilo que você nem sabia que buscava.
Amigo é aquele que te lê em cartas esperadas ou não, pequenos bilhetes em sala de aula, mensagens eletrônicas emocionadas.
É aquele que te ouve ao telefone mesmo quando a ligação é caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se tivesse olhando em seus olhos.
Amigo é multimídia.
Olhos... amigo é quem fala e ouve com o olhar, o seu e o dele em sintonia telepática.
É aquele que percebe em seus olhos seus desejos, seus disfarces, alegria, medo.
É aquele que aguarda pacientemente e se entusiasma quando vê surgir aquele tão esperado brilho no seu olhar, e
é quem tem uma palavra sob medida quando estes mesmos olhos estão amplificando tristeza interior.
É lua nova, é a estrela mais brilhante, é luz que se renova a cada instante, com múltiplas e inesperadas cores que cabem todas na sua íris.
Amigo é aquele que te diz "eu te amo" sem qualquer medo de má interpretação:
amigo é quem te ama "e ponto".
É verdade e razão, sonho e sentimento.
Amigo é pra sempre, mesmo que o sempre não exista.
(Autor Desconhecido)
30/11/2007
E Tem Gente Que Pesca Acordado...
Pense bem, o peixe está fazendo o que sempre faz, passando seu dia tranquilamente quando é surpreendido por um rango fácil. Rapidamente se delicia, mas a um custo drástico, sua integridade física e moral é colocada em questão. Com uma ponta de ferro atravessando sua boca, é retirado de seu habitat a força e admirado por seres humanos, estes que se dizem superiores. Após ter sido admirado por todos ao redor, o peixe tem o anzol retirado a força e é jogado de volta à água, saindo nadando mais morto do que vivo. Não entendo bem a finalidade disso...
Alguns anos atrás, na era pré-histórica ou mesmo hoje em civilizações costeiras, seria compreensível ver a pesca com a finalidade de alimentar a quem possa interessar. Mas se nestes pesque-pague, onde tiozões tomam cerveja enquanto admiram a vara de bambu esticada afrente, chamando a si mesmo de esportista e relatando sua tarde como seu hobby, o único beneficiado é o dono do pesque-pague, eu vos digo que nestes lugares tirei como aprendizado o quanto chato é pescar.
Mas com tudo isso, é possível tirar um grande ensinamento dos peixes: cuidado com as coisas boas que aparecem fácil demais, elas podem trazer uma dor terrível.
20/11/2007
Rain... rain... rain!
Sinceramente já estou a acreditar que quando eu estiver indo a um compromisso, ou indo a algum lugar importante, vestido bem como nunca, com um terno Giorgi Armani, a chuva vai me pegar e me fazer pagar pelas palavras irônicas que rondam minha órbita mental.
Eles acham que seria melhor se estivessem mortos.
Se a chuva vem, se a chuva vem.
Quando o sol brilha, eles correm pra baixo da sombra,
E preparam suas limonadas,
Quando o sol brilha, quando o sol brilha.
Chuva, eu não ligo,
Brilhe, o tempo está bom.
Eu posso te mostrar que quando começa a chover
Tudo é a mesma coisa;
Eu posso te mostrar, eu posso te mostrar.
Chuva, eu não ligo
Brilhe, o tempo está bom.
Você pode me ouvir que quando chove e brilha (o sol),
É só um estado da mente,
Pode me ouvir?
Pode me ouvir?"
05/11/2007
All You Need Is Love!

Para mim há duas coisas em nosso corpo que nos move pelos dias. Uma é a mente, o cérebro, e a outra é o sentimento, o coração. Rivais em alguns momentos, aliados em outras. Eu mesmo vivo em constante turbulência por isso, parece pouco espaço para muita coisa. Vejo gente que consegue lidar com isso com enorme facilidade e os invejo. Nas horas de calmaria da noite, remexo no que permanece intacto na minha mente, volto às lembranças da boa infância, da época que não me decepcionava com as pessoas. Ninguém podia fazer uma mágoa permanecer, pois a criança é inocente e a tudo perdoa. O tempo que a tristeza não deixava feia a alma e não deixava velho o corpo. Isso acende o coração, despertando sentimentos que outrora preferiam se manter ocultos. A resposta está nas palavras daqueles que o descrevem, detalham-no como uma pessoa complicada. Afinal, o não-complicado seria quem não remexe em sua própria existência e no que é? Porque nascer e não querer saber quem é e todo o potencial que sua alma tem, para assim entrar em maior harmonia entre os outros seres humanos e poder ser útil para eles?
Talvez se todos nós quiséssemos fazer bom uso de poder que temos em mãos, teríamos um lugar melhor para morar. E não é difícil provar isso, temos como exemplo a diferença social entre países e continentes. A qualidade de vida de um país com o Brasil remete á 1500, 1600, quando foram trazidos para este lugar pessoas que tinham como menor importância quem estava vivendo ou morrendo. Carregamos muito disso até hoje, alguns mais outros menos. Eu, que lido com todo tipo de pessoa diariamente, fui notando com o tempo que as pessoas já não têm vontade de serem realmente boas. A maior parte de nós encontramos a felicidade em coisas tão banais e sem importância que se olharmos com mais atenção passado um tempo percebemos o quão ingênuos nos fazemos.
Mas eu não estou aqui para ensinar ninguém a viver, até porque eu mesmo, como já disse, me pego cometendo estes erros de vivência frequentemente. O que queria fazer você entender é aquilo que está na nossa frente, presente em nossos olhos, mais claro que cristal. É possível trabalhar mente e coração juntos, trazendo assim o sentimento mais puro à tona. O amor. O amor que move nossos futuros de encontro àqueles que também o valoriza. Eu acredito num futuro onde muitos entenderão o que as canções já dizem: Tudo Que Precisamos é Amor! e assim tornaremos nossa vivencia e nosso próprio planeta um lugar muito melhor. Eu busco essa mudança em mim e nos olhos dos outros.
Maria Rita
A paixão é como Deus
27/10/2007
In a Little While
Para ser mais claro: eu andava meio perturbado ultimamente, não conseguindo atravessar o dia sem ser incomodado pelosentimento que algo estava fora do eixo e devia mudar, algo emmim que eu não encontrava. Mas alguns sinais foram meapontando o que estava na minha cara, algo que eu deixei delado num passado não distante.
Esses sinais me abriram os olhos para alguns e-mails antigos. Mais exatamente de 2004, quando eu tratava da minha ingressão num trabalho voluntário grandioso onde eu poderia me colocar numa trajetória do qual o resultado seria positivo para mim e para muitas outras pessoas.
Três anos atrás não se falava tanto sobre aquecimento global como hoje, mas algo constantemente me vinha à cabeça: Com tal velocidade de destruição do nossa casa, qual seria o destino que tão brevemente enfrentarão nossos herdeiros? Quando eu era pequeno não se falava muito sobre isso, mas eu já ouvia muito sobre o desmatamento das florestas tropicais. Muitas e muitas campanhas era realizadas para conscientizar a quem poderia estar no caminho e creio que possa ter funcionado de certa forma, pois algumas crianças daquela época, como eu, criaram essa idéia que foi alimentada com o passar dos anos a respeito de preservação. Quando eu tinha 11 ou 12 anos comecei a ouvir e gostar do U2 (o que me gerou problemas já que aparentemente todos que conheço detestam U2), e com o passar dos anos fui presenciando os trabalhos humanitários do cantor Bono, o tipo de trabalho que eu vi na mídia que da área musica apenas John Lennon havia demonstrado interesse e uma certa ação. Como adolescente não tem muito o que fazer, eu gostava de colecionar coisas e ler coisas sobre o U2, portanto lia muito sobre esses trabalhos que Bono realizava na África, e com isso fui me aprofundando mais e mais no assunto. Aquilo me despertou um interesse de tamanho proporcional aos problemas que (alguns de nós) conhecemos que ocorre lá. Pelo tamanho do continente africano, considero vergonhoso o tamanho da dor física que as pessoas que ali vivem sofrem, a dor sentida na alma vem tão logo quanto a fome ou as reações causadas pelas doenças que até mesmo nós aqui que moramos num país de terceiro mundo temos tratamento ao nosso alcance. Quando comecei a me sentir parte de tudo isso e refletir sobre o descaso que se estabelece a respeito da uma saída de cura do continente foi o momento que comecei a pensar e pesquisar meios de me estabelecer como parte da cura. Pesquisei, mesmo sabendo que era novo e que aquilo provavelmente estaria mais acessível alguns anos depois. Encontrei uma ONG chamada Humana People to People que treina no Reino Unido pessoas interessadas em se tornar voluntários. A escola se chama CICD, entrei em contato com uma mulher chamada Marie, que é a pessoa que prepara o recrutamento dos voluntários. Após muitos e-mails obtendo informações ela se propôs a me telefonar para podermos conversar mais claramente e assim tirar todas as dúvidas (e assim ela pode fazer muitas perguntas sobre minha vida para ver se eu seria apto a tal trabalho). Devo dizer que isso exigiu bastante do meu conhecimento de inglês, já que ela não fala português. Ficou tudo acertado, porém seria preciso desembolsar uma grana difícil de se conseguir com 18 anos. A grana da passagem aérea, passaporte, visto, vacinas, matricula e etc somariam um valor que me obrigou adiar esses planos.
Apenas agora, já estando com 22, fui voltar a entrar em contato com Marie e a escola e vendo que meu lugar ainda estava guardado comecei a correr atrás de tudo e aqui estou eu pronto para ingressar nessa longa estória de futuro incerto. O treinamento dura 10 meses e é realizado nesta escola em Patrington Hall, Inglaterra, o trabalho será treinar futuros professores, pessoas comuns das comunidades, trabalhar em escolas da Humana cuidando de crianças, ensinar pessoas sobre higiene e controle de doenças endêmicas, ensinar sobre produção auto-sustentável de alimento, como a utilização de soja, etc. Agora a Índia também foi incluída no programa, alem da África. Meu destino só saberei durante o treinamento. Já com o passaporte e os papéis da matricula em mão, espero o momento certo para contar a minha família sobre esta viajem. Como nem todas as pessoas são compreensíveis e dotadas de bom-senso, para alguns simplesmente terei que contar que irei ao Reino Unido para estudar, o que não deixa de ser verdade. Mas sobre minha participação em um trabalho humanitário deixarei em off para não gerar comentários desagradáveis.
Um dos motivos que este blog foi criado é para servir como um diário durante essa jornada que se iniciará com minha partida, em 14/04/2008. Portanto, futuramente contarei melhor sobre todos esses grandiosos planos.
